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Mochilão do Surf na Indonésia – Parte 2: Mentawai

data do post 07/12/2020 autor do post Oaks Burritos categoria do post surf

A ansiedade para chegar às ilhas Mentawai era grande. Seriam 10 dias navegando pelas ilhas e surfando as melhores ondas. Chegando em Padang, ficamos aguardando na pousada até o tempo melhorar para realizarmos a travessia marítima. Ela foi adiada cerca de três vezes devido às más condições climáticas. Cerca de dois dias antes, o barco onde estavam alguns surfistas brasileiros havia naufragado. Então, o grupo não tinha nenhuma pressa de ir enquanto as condições não estivessem ideais. 

Por volta das 23h (horário local) seguimos até o porto onde tivemos o primeiro contato com o Sibon Praya. Um barco de 12 pés, onde eu passaria alguns dos meus melhores dias da minha vida até então. Aguardamos algumas horas no porto, dentro do barco, até recebermos liberação para a realizar a travessia. Abrimos as primeiras bintangs, juntamente com nosso guia Diego Ruschel (Dig). A estrutura do barco era realmente algo que nos surpreendeu: as refeições eram excelentes, sala com Playstation 4 e centenas de filmes. Além disso, o barco contava com diversos locais de descanso, desde a proa até a popa.

Durante a madrugada começamos a travessia e logo pela manhã tivemos uma reunião com o Dig para algumas instruções importantes para a viagem de barco (um dos únicos momentos sérios da viagem). Após algumas horas na sala do enjoo e muito sono, fomos recepcionados por golfinhos na chegada às ilhas Mentawai. No final de tarde no primeiro pico de ondas, Lances Left. Uma esquerda sensacional que nunca havia visto na minha vida. Os primeiros momentos na água foram sensacionais. O êxtase de todos tornou aquele momento especial. 

No dia seguinte, seguimos para Thunders. Uma esquerda que quebrava mais no outside. Durante a manhã tivemos o pico somente para a gente, uma pena não termos tantos registros desse momento. Enquanto nosso grupo surfava, Dig, Camarão e Emerson começaram uma busca implacável por peixes que perdurou durante toda viagem. Até hoje, não há registro de um grupo que pescou tantos peixes em um espaço tão curto de tempo. Há boatos que até hoje estão proibidos de entrar na Indonésia por crime ambiental, brincadeira (verdade).

Na parte da tarde, o mar aumentou e nosso grupo teve a oportunidade de surfar boas em Thunders ondas, apesar do pico estar mais cheio.

Na manhã seguinte, acordamos em um pico chamado Roxys, a melhor direita que pegamos na viagem. Aproveitamos desde as primeiras horas do dia, até o entardecer surfando nesse local.

 A rotina nas ilhas era “complicada”: Acordar cedo, surf, café da manhã, surf, almoço, descanso, surf, janta, ver filme e dormir. Durante a noite, sempre valia a pena olhar o céu estrelado. Sem muita intervenção do homem, o céu era limpo e proporcionava uma cena única. Outra coisa interessante da viagem, é que não tínhamos sinal de celular ao longo do período que estávamos nos barco. Ou seja, não havia instagram, facebook, whatsapp para intervir durante os momentos que vivemos. A conexão com local era sem igual. Sempre no final do dia, todo grupo se reunia após a janta, abríamos algumas cervejas e ficávamos contando histórias e relembrando o dia épico que havia passado.

No dia seguinte, fomos para o local mais aguardado por todos. A famosa onda de Macaronis. Se você vai de barco para Macaronis, é necessário um agendamento prévio e o tempo máximo de estadia por barco é de 2 dias. Ao surfar as ondas, entendemos o motivo pelo qual é necessário fazer o agendamento para não deixar o local muito lotado.

Durante a tarde do primeiro dia, acabei me acidentando em uma das ondas de Macaronis. Ganhei três pontos que foram feitos pelo nosso guia Dig sem anestesia. No caso, ele nunca tinha feito um ponto na vida, apenas o treinamento. Mas, era isso ou teríamos que nos deslocarmos a um posto de saúde mais próximo e acabaríamos perdendo nosso agendamento do segundo dia em Macaronis. Abaixo alguns registros do ‘procedimento’ feito pelo o Dr. Diego Ruschel.

No segundo dia de Macaronis, apenas assisti aos amigos pegar ondas épicas ao longo do dia. Triste por não poder participar, mas feliz ao mesmo tempo e ver todos eles aproveitando ao máximo o tempo em Macaronis. Ao entardecer, fomos até o Resort de Macaronis e pisamos em solo após 5 dias no mar. Pegamos um sinal Wifi para dar notícias para os familiares e aproveitamos para curtir a paisagem do local também.

 

A previsão do Swell havia diminuído nos próximos dias, seguimos em direção a Lances Right, que era onde parecia ter as melhores condições. Aproveitamos para surfar algumas ondas pequenas, e no fim da tarde desembarcamos na praia para ver o pessoal surfando e tomar algumas cervejas curtindo o pôr-do-sol.

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A viagem se encaminhava para o seu final, a próxima parada era a parte norte do arquipélago das ilhas. Passamos um bom tempo na travessia até chegar a Telescopes. Na saída de Lances Right foi possível observar, novamente a bela paisagem das ilhas Mentawai. Durante o trajeto, pegamos mal tempo, porém assim que a chuva passou foi possível curtir bastante a paisagem das ilhas. 

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Em Telescopes, curtimos boas ondas novamente. Apesar da quantidade de pessoas, a onda era uma esquerda muito boa de surfar. Passamos o dia inteiro nesse pico com várias ondas a nossa disposição. Ali seria a última vez que eu surfaria na Indonésia durante essa viagem. 

Na parte final da viagem, encerramos a viagem indo para Hideaways. A maré estava extremamente seca e não surfamos muito nesse local, pois a pequena amostra que tivemos não foi muito agradável. Dig e Emerson tiveram cortes nas pernas, mas irei poupar as imagens. Durante o dia aproveitamos para mergulhar e curtir um último dia de praia. Fizemos um último registro com todo pessoal do barco, encerrando com chave de ouro essa viagem épica. Antes do anoitecer,  seguimos a travessia de volta para Padang. 

FAIXA BÔNUS – PADANG:

Antes de voltar para o Brasil, ficamos mais um dia em Padang. A cidade, que é predominantemente Muçulmana, apresentava uma cultura bem diferente da nossa. A cidade parecia pobre em alguns pontos, mas possuía mesquitas imensas. Fomos em um shopping center em Padang, e foi uma das experiências mais inusitadas, pois todos olhavam em nossa direção. Éramos claramente turistas. Inclusive, o ponto ápice de Padang foi a volta que demos com todo o grupo em uma montanha russa dentro do shopping.

Na parte da noite, fomos beber algumas cervejas em um bar, e fomos em um Karaokê, onde só tinha pessoas locais e a comunicação com elas foi um desastre. de lá seguimos para o porto onde estava o nosso barco, Sibon Praya. Para encerrar a noite, subimos no barco para nos despedirmos com um último Adeus, ou melhor, um até breve. Pois, certamente essa viagem tem que ser repetida.

Escrito por: Filipe Leite

Fotos: Gustavo Camarão, Roberto Teixeira, Gabriel Teixeira e Filipe Leite

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