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Tókio 2015: O sonho de conhecer o oriente

data do post 08/09/2021 autor do post Oaks Burritos categoria do post sem-categoria
Escrito por: Rafael Lima
Eu embarquei num voo para Tokyo, Japão, em 24 de março de 2015.
Estava prestes a realizar o sonho de conhecer o Oriente do nosso planeta e ainda ficar hospedado na casa de um amigo japonês, o Takayuki Doi.
Quer saber como eu conheci o Taka?
Foi num hostel em Boston, EUA, em dezembro de 2008. Estávamos no mesmo quarto, que tinha 3 beliches.
Àquela época, eu estava no fim do meu intercâmbio na Universidade de Wisconsin. O Taka estava no fim do intercâmbio dele na Universidade do Oregon. Ambos estávamos dando aquela passeada final, para nos despedirmos dos Estados Unidos e depois voltarmos para as nossas casas.
O que nos fez grandes amigos foi o interesse do Taka por Futebol.
Ele era apaixonado pela seleção brasileira e conhecia diversos times do Brasil.
Na Copa do Mundo de 2014, ele veio acompanhar a seleção do Japão no Brasil e ficou hospedado uns dias no meu apartamento em Porto Alegre. E, antes da Copa, em fevereiro de 2012, o Taka também esteve no Brasil. Naquela vez, era época de Carnaval, e ele encontrou meus amigos e eu na Praia do Rosa. Foi memorável!
Ele sempre falava (em inglês): “Rafa, um dia você tem que ir conhecer o Japão! Você pode ficar na minha casa!”
Pois esse dia chegou. Na verdade, foram 5 dias naquele país simpático, hospitaleiro e organizado.
Enquanto eu voava, ele deixou instruções no Facebook Messenger para eu pegar um ônibus ao descer no aeroporto de Narita. Ele estaria me esperando no terminal daquele ônibus.
“The address below is my home just in case.
7-13, Nampeidai-cho, Shibuya-ku, Tokyo.”
Deu tudo certo neste primeiro desafio.
 
O Taka morava numa casa (uma casa no Japão!) no bairro de Shibuya. Com três quartos, ele dividia o aluguel com outros dois amigos. Ele fez questão de me acomodar no quarto dele, enquanto ia dormir no sofá da sala. Não pude deixar de notar duas camisetas que ele fixou na parede do quarto: uma da nossa seleção e a outra do Grêmio. Naquela época, o Taka trabalhava numa startup de tecnologia, no mesmo bairro. Shibuya é aquele lugar onde tem prédios comerciais cheios de painéis de LED, tipo a Times Square, e muita (muita) gente nas calçadas e faixas de pedestres. Um lugar nobre!
Minha primeira impressão daquele país foi a perfeita limpeza das ruas e a inexistência de lixeiras nas calçadas. Um paradoxo? Talvez não. Os japoneses guardam seu lixo nos bolsos ou numa sacola e depois descartam nas lixeiras de suas casas, do metrô ou do trabalho.
Teve um dia em que o Taka precisou ficar no escritório e eu saí sozinho. Sem falar uma palavra de japonês. Foi uma dificuldade tremenda achar algo pra comer, que eu soubesse o que iria estar comendo. A solução foi guiar-me pelas fotos dos produtos. Obviamente acabei num mero hamburger.
Quando chegou o fim de semana, o Taka pôde me acompanhar em vários tours pela cidade de Tokyo. De bike. Foram dois dias de muitos passeios: Parque Yoyogi, Santuário Meiji, visita ao Parlamento Japonês, Universidade de Tokyo, Mercado do Peixe, Tokyo SkyTree, bairro Akihabara (o paraíso dos videogames) e passeio de barco no Rio Sumida.
   
Um arrependimento?
Eu queria ter ido conhecer o Monte Fuji. Ví que a viagem de carro levava apenas 2 horas até lá.
Convidei o Taka e ele disse: “Nossa, mas isso é super longe! Dá 2 horas de viagem até lá!”
Aí eu aprendi as diferentes noções de distância entre japoneses e brasileiros.
Na penúltima noite, os donos da casa convidaram amigos para bebermos cerveja e comermos pizza. Foram umas 8 pessoas. Ficamos na sala, conversando sobre as diferenças culturais. Eu fiz caipirinha e toquei violão. O pessoal fica realmente curioso ao ver um brasileiro viajar para terras tão distantes. A galera foi super simpática e receptiva. Todos muito educados. A parte mais engraçada é o pessoal ir chegando na casa, tirando os calçados e fazendo reverência se curvando. Sem beijinhos, sem abraços, sem apertos de mão. Acho uma tradição fantástica!
Cherry Blossom” é Flor de Cerejeira. Em japonês, é “Sakura”.
E uma das datas mais importantes em Tokyo é o dia do desabrochar das flores de cerejeira, que sempre acontece ao fim de março.
Por sorte, sem eu ter planejado, este foi meu último dia em Tokyo. A cidade fica simplesmente maravilhosa.
As pessoas saem do trabalho às 17h e vão fazer piquenique nos parques. Ficam bebendo debaixo das cerejeiras até tarde da noite.
E foi isso que fizemos!
Não podia ter havido melhor despedida!
Tokyo vai ficar pra sempre em meu coração.
Devo muito ao amigo Taka pela acolhida calorosa. Serei pra sempre muito grato.
Ainda nos falamos por instagram e ele é muito querido em minha família.
Depois de Tokyo, peguei um avião e fui direto para a Tailândia. Mas isso é assunto para outro texto.
Agradecimento especial à @CaliCultural Intercâmbio, agência parceira do Oak’s, que me orientou na compra de passagens aéreas e seguro viagem.
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